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DIEGO FERNANDES | COMO VOTA A COMUNIDADE HISTORIADORA?

Iniciei minha história de votação presidencial em 2006. Era então um jovem estudante do Ensino Médio, já decidido a ser professor e a fazer história. Não deu outra: fui de 13, Lu-la!


A ascensão social de minha família (meu pai novamente empregado - depois de uma dolorosa demissão em um banco privado -, conclusão de um curso superior por parte de minha mãe e de meu irmão mais velho e mudança para uma casa maior) deu-se concomitante à era do lulopetismo. Para um adolescente que quando criança viu seus pais e seus irmãos mais velhos passarem por um duro aperto material, o salto qualitativo não passa despercebido. Creditei a melhora de vida ao novo governo e antipatizei com a era FHC.


Os anos passaram, eu fui estudando, crescendo e amadurecendo, de modo que se firmou em mim a convicção de que o governo do PT está mais próximo de um país que desejo e sonho para tod@s: um Brasil mais justo, menos desigual, melhor de se viver, com mais dignidade e felicidade. Além disso, a vida adulta convenceu-me de algo que vejo em Lula e no seu partido: a marca dos trabalhadores e do povo brasileiro, sangrado e ressangrado, capado e recapado, como diria um importante historiador sertanejo.


Hoje, sigo votando 13 também porque nasci com a redemocratização, por me ver como fruto de uma sociedade que realizou um tremendo e doloroso esforço de sair da Ditadura Militar de 1964. Não só honro 1988 como quero o aprofundamento e a expansão das conquistas alcançadas na nossa magna carta: mais cidadania, mais direito, mais esperança e ditadura nunca mais. Por tudo isso e muito mais, voto em Lula.


Diego Fernandes é professor de história na Secretaria de Educação e Cultura do Estado do Rio Grande do Norte e da Universidade Potiguar.



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