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THIAGO MOURELLE | COMO VOTA A COMUNIDADE HISTORIADORA?

O momento é crítico e a hora de mudança é agora! Mais de trinta milhões de brasileiros na miséria; filas com pessoas à procura de ossos; preços cada vez mais altos, das prateleiras dos supermercados aos postos de combustíveis. Tudo isso acompanhado de um discurso governamental negacionista em relação à realidade, amparado por fake news que buscam enganar a população e criar um mundo paralelo, que não condiz com o que vemos diante de nossos olhos. Chega!


Em diversos momentos da nossa História já passamos por governos autoritários. Em alguns deles chegamos a enfrentar ditaduras. E somente com muita luta, muita mobilização, muito esforço coletivo é que conseguimos deixar tudo isso pra trás. Em 2022, estamos mais uma vez diante de um momento como esses. E o que está em jogo não é uma eleição entre plataformas político-ideológicas de esquerda ou de direita, mas sim uma batalha entre a manutenção da democracia e de suas instituições contra um projeto político autocrático, impositivo e sem nenhuma preocupação com a distribuição de renda, com o bem-estar dos mais pobres, com o desenvolvimento da ciência ou com a busca por educação e saúde públicas de qualidade.


Não há outra opção, dentro do debate democrático, que não seja Lula. Independentemente do sentimento que se tenha em relação a ele, é óbvio que Lula é o nome que, dentro da conjuntura atual, representa a união de todos, seja de direita, de esquerda, de centro, liberais ou conservadores, todos os que desejam um país que tenha respeito pelo debate democrático e um mínimo de humanidade no trato com as necessidades urgentes de seu povo.


Os oito anos de governo Lula falam por si só. De 2002 a 2010 o país cresceu economicamente, saiu do mapa da fome, investiu na inserção dos mais pobres no Ensino Superior e melhorou não apenas as condições de vida, mas também a autoestima de sua população. No cuidado com a Amazônia e sua biodiversidade, ocorreram avanços incontestáveis. No mundo, o Brasil se tornou uma nação ainda mais respeitada.


Portanto, essa é a hora. É o momento de união, entre todos os que, mesmo diferentes e com pensamentos políticos distintos, têm em comum o respeito pela democracia, são a favor do livre debate de ideias, e se posicionam contra o autoritarismo, contra a violência, contra a intolerância. Por isso, domingo, dia 30, o voto é 13.


Thiago Mourelle. Historiador do Arquivo Nacional desde 2006. Professor da ONG Educafro desde 2004. Doutor em História pela Universidade Federal Fluminense e um dos líderes do Grupo de Pesquisa Dimensões do Regime Vargas e seus desdobramentos (CNPq).

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