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HEBE MATTOS | COMO VOTA A COMUNIDADE HISTORIADORA?

Sou Hebe Mattos. Historiadora. Professora da UFJF e da UFF. Meu voto é público e todos que me acompanham o conhecem. Voto Lula13, sobretudo e antes de tudo pelo futuro do planeta e da democracia no Brasil.


Como profissional de história que pesquisa sociedades escravistas e pós-escravistas no mundo atlântico, tornei-me ativista antirracista. Como avó de três netos de uma família homoafetiva, sou parceira em tempo integral da luta por direitos da comunidade LGBTQIA+. Como intelectual, os limites colocados pelo modelo de desenvolvimento capitalista em vigor à construção de uma sociedade menos desigual e ao futuro da vida no planeta são questões que considero centrais em qualquer eleição. Neste cenário, Lula sempre foi o meu candidato.


Não porque tenha respostas a todas as minhas demandas, mas porque ele e seu partido, o PT, quando governaram o Brasil, souberam canalizar, democraticamente, as divergências e potencialidades do país para implementar reformas possíveis e há muito demandadas pelos movimentos negro, ambientalista, de trabalhadores e pela igualdade de gênero.


A espiral reacionária que enfrentamos é resposta ao muito que avançamos. Sua força é a força do passado, avisamos nós, que participamos do movimento historiadores pela democracia em 2016.


Naquele momento, o Brasil dava o passo decisivo para quebrar o frágil equilíbrio da república de 1988. O atual presidente e todo o seu show de horrores são consequências lógicas do teatro macabro daquele 17 de abril, em que um então deputado votou em homenagem a um torturador e à ditadura militar e foi aplaudido no congresso nacional. A prisão ilegal de Lula e a eleição de um presidente de extrema direita foram desdobramentos da caixa de pandora então e ainda aberta.


Como historiadora, não subestimo a força do passado. Como democrata, procuro saídas para construir diálogo político com todos os eleitos no primeiro turno dessa eleição. Incluindo os representantes do movimento reacionário ora no poder. Lula é a pessoa certa no lugar certo. Precisamos de sua capacidade de diálogo e escuta.


Esta eleição tem a força de um plebiscito entre democracia e autocracia, entre cidadania para todos e a institucionalização do ethos colonial que informa a história profunda do país. Um país que gere a maior reserva verde do planeta. Estou preocupada e, ao mesmo tempo, esperançosa. Não temos plano B, mas temos Lula.

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