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  • Foto do escritorSecretaria da ANPUH

DANIEL COSTA | COMO VOTA A COMUNIDADE HISTORIADORA?

Ao menos desde 2014 temos acompanhado de forma nítida a corrosão da nossa já combalida democracia. Como exemplo podemos citar desde a farsesca operação lava jato, que utilizando a bandeira do combate à corrupção promoveu o desmonte de importantes setores da indústria, encarcerou sem provas o candidato que despontava como favorito ao pleito de 2018 e mesmo de forma indireta teve suas digitais no episódio que culminou no suícidio do então reitor da UFSC, Luiz Carlos Cancellier após sofrer um verdadeiro processo inquisitorial midiático. Ao longo dos últimos anos, ainda tivemos um golpe jurídico parlamentar que apeou do poder uma presidenta eleita de forma legítima, cabe lembrar que mais tarde Dilma seria classificada por alguns de seus algozes como uma mulher honestíssima, o que deixa claro o caráter casuístico de tal processo.


Com a ascensão do temerário governo golpista acompanhamos o começo do desmonte das principais políticas sociais gestadas desde a Constituição de 1988, desmanche que seria aprofundado pelo governo daquele que por hora ocupa o Planalto. Assim, enquanto os orçamentos para saúde, cultura, educação e políticas sociais foram reduzidas de forma drástica, os militares e os Chicago boys capitaneados por Paulo Guedes passaram a assaltar os cofres da União.


Diante de tais fatos e dos diversos crimes cometidos por esse governo genocida, é nossa obrigação tomar partido, relembrando o mestre Carlos Nelson Coutinho, na trincheira da batalha das ideias e da batalha política é essencial ter lado, e o meu lado enquanto historiador, militante do samba e cidadão é o lado dos trabalhadores, da educação, da cultura, do conhecimento e de uma política social que traga dignidade e respeito a nossa população. O meu lado é o do Partido dos Trabalhadores e da candidatura do ex-presidente Lula.


A eleição de Lula representa a retomada das políticas de combate a desigualdade social, o investimento na universidade pública, na pesquisa, na produção do conhecimento, na cultura, na agricultura familiar, na retomada do desenvolvimento e acima de tudo, representa a esperança da retomada da construção de um projeto de nação e a sobrevivência da democracia.


Em 2002 a esperança venceu o medo, e será em nome dessa esperança que no próximo domingo irei apertar novamente o número 13 na urna. Como disse uma querida amiga: a situação traz medo, porém a democracia sobreviverá!


Daniel Costa é paulistano, historiador pela UNIFESP, compositor e integrante do G.R.R.C. Kolombolo Diá Piratininga.

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